quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Planejar é crescer

Essa situação não é um problema atual, há vários anos o transporte de cargas brasileiro vem apresentando sintomas que apontam para graves problemas de deterioração, decorrentes da falta de investimentos, pelo menos nas duas últimas décadas. Os problemas estruturais comprometem a eficiência operacional, tornando se um entrave ao desenvolvimento econômico e social do país.
O uso inadequado dos modais gerou uma enorme dependência do modal rodoviário, que acaba suprindo lacunas dos demais modais, porém apresenta um frota ultrapassada e as rodovias em condições precárias. A malha ferroviária existente, em boa parte construída no início do século passado, sofre resquícios de falhas no processo da recente privatização que a impede de impulsos maiores. A participação dos modais hidroviários e aéreos é praticamente inexistente.
O sistema de transporte é essencial para a movimentação da economia de um país. Sem este sistema os produtos não chegariam até seus consumidores, as indústrias não teriam acesso as matérias-primas e nem teriam condições de escoar sua produção.
A falta de um planejamento e de investimentos do setor de transporte nacional implica numa incapacidade de acompanhar a demanda nacional podendo gerar um colapso deste sistema. Alguns fatores já podem ser percebidos como as frotas de caminhões antigos a grande maioria das rodovias em condições péssimas, pouca disponibilidade de infra-estrutura ferroviária e o sistema aéreo e hidroviário tendo baixa participação.
Nas últimas décadas, os modelos de desenvolvimento urbano de transportes no Brasil configuraram um quadro de crise permanente e crescente, representando um obstáculo ao crescimento do país. O aumento das taxas de motorização, os problemas decorrentes dos congestionamentos, bem como as mudanças desordenadas do uso do solo dos centros urbanos de cidades brasileiras são pontos marcantes na degradação dos serviços de transporte público, decorrente da inexistente participação e baixa integração dos agentes envolvidos – fabricantes, operadores, varejistas e autoridades locais –, quando não dialogam para executar ações de planejamento que visem evitar as conseqüências indesejadas desse processo.

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