sábado, 7 de agosto de 2010

Andando de ferrovias certas por rodovias erradas

Thiago Gomes Silva


A condição atual dos transportes no Brasil é insatisfatória, devido a problemas de infra-estrutura e logística. Muitos podem pensar que falta de planejamento e políticas equivocadas sempre aconteceram no Brasil, entretanto, segundo registros históricos, houve um tempo em que o Brasil esteve bem próximo aos Estados Unidos e a Europa em relação a planejamento dos transportes. Então o que aconteceu para que o Brasil não atingisse a eficiência e conforto dos transportes europeus ou americanos?

A princípio ter uma infra-estrutura significava integração, também uma forma de o governo estar mais presente para evitar revoltas, já que o governo brasileiro estava muito concentrado numa região, portanto, desde os tempos do Brasil Império houve registros de planos de integração nacional.

Com o passar das décadas, esses planos de integração, mas comumente chamados de planos de viação, foram cada vez mais recorrentes, dando inicio a criação de pequenas obras de infra-estrutura, como estradas. Tendo em vista que para época foram obras revolucionárias, pois foram as primeiras a serem feitas no Brasil, isto aumentou a acessibilidade entre os centros mais desenvolvidos e o interior, conseqüência o desenvolvimento.

Assim como houve muitos planos para a construção de estradas, existiram planos para a criação de ferrovias e planos de integração entre ferrovias, rodovias até hidrovias. Se a história continuasse assim, o Brasil possivelmente teria uma estrutura de transportes tão satisfatória quanto à de países desenvolvidos. Mas surgiram no Brasil políticas governamentais equivocadas, pois não possuíam conhecimento sobre técnica de transporte, na base do empirismo.

Com o advento do automóvel, o mundo passou a focar infra-estrutura para atendê-lo, devido a sua velocidade e seu efeito porta a porta, como também a integração do modal rodoviário com os modais ferroviário e hidroviário. Já no Brasil houve uma súbita alocação de recursos para o modal rodoviário, pois tinha sinônimo de modernidade, e um repudio as ferrovias, como significado de obsolescência.

E assim está hoje, prioriza um modal mais caro e menos eficiente para a geografia do Brasil, aumentando o custo dos produtos, e por sua vez tendo um produto com preço menos competitivo. Porém, nunca é tarde para começar a fazer coisas certas.

Não existe segredo, pois existe ciência, é preciso colocar gestores que tenham conhecimento na área. A fim de, ter um grande futuro é imprescindível olhar para o passado e aprender com os nossos erros e com os erros dos outros. Querer não é poder, para que se faça qualquer trabalho é necessário competência, e esta só vem com o conhecimento.

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