Carla dos Santos Souza
Já a algum tempo, estudos mostram que o desenvolvimento de um país ou região, está diretamente ligado a logística do seu setor de transportes. Segundo Christopher (2001), em alguns países desenvolvidos da Europa e Estados Unidos, esse custo pode representar uma boa parcela do preço final do produto, chegando até a 12,05% do valor do produto. Mesmo não existido estudos semelhantes para o setor no Brasil, podemos concluir empiricamente, que em nosso país esses custos são bem maiores.Infelizmente aqui no Brasil, a lógica é inversa, espera-se que o estado ou região, primeiro gere a demanda, para depois, os governos entrarem com a infra-estrutura de transportes, atitude que aliás que reduz o crescimento e nos torna cada vez menos competitivos no cenário mundial.
Principalmente em nossa região, há graves problemas de logística, relacionados à falta de planejamento dos transportes. Nosso distrito Industrial, certamente poderia obter lucros ainda maiores, gerando mais empregos e aumentado a receita do estado se fosse disponibilizada mais infra-estrutura para o escoamento de produtos, e importação de matéria prima, pois não basta o incentivo fiscal, é preciso criar meios para que as empresas possam levar seus produtos até a mão dos consumidores de forma mais rápida e eficiente. Com melhorias nesse setor poderíamos atrair mais indústrias e de fato promover o desenvolvimento do estado.
Melhoria nas condições dos portos, segregação de vias para caminhões nos horário de saída dos produtos, vias rápidas para o aeroporto, interligando diretamente áreas do distrito industrial, integração entre modais, incentivo e melhoria do modal hidroviário, visto a grande vocação de nossa região, são algumas ações que podem melhorar a atual situação de desenvolvimento da indústria no estado.
A atual situação em relação a transportes de cargas no porto de Manaus, infelizmente não atende aos quesitos acessibilidade e capacidade, primeiramente localiza-se no centro da cidade, a movimentação de carretas nessa região, pioraria ainda mais o trânsito, já bastante conturbado. Em segundo lugar, conforme comunicado feito na Agencia Brasil, em maio de 2010, a Infraero diz que o porto de Manaus não possui capacidade para atender a demanda crescente das indústrias na região. Desse modo torna-se urgente a melhoria e ampliação do porto, além de vias rápidas para facilitar a acessibilidade.
A saída de caminhões do distrito levando mercadorias para o aeroporto ou outras indústrias provoca congestionamentos e, portanto, mais demora no processo. Segregar vias durante esse período do dia facilitaria o escoamento de produtos e traria mais economia para as empresas.
Viabilizar a construção ou mesmo, adaptar as já existentes para serem usadas como vias rápidas, de preferência contornando a cidades, evitando ao máximo áreas centrais, diminuiria o tempo de transporte e ainda reduziria congestionamentos nos horários de pico, mais uma vez possibilitando a economia de tempo e recursos financeiros.
Fazer a integração entre os modais, principalmente o hidroviário e o rodoviário, os disponíveis no estado, e incentivar ainda mais o hidroviário, melhorariam as condições de escoamento de produtos, para outros estados e também países, através de navios, em relação a produtos sem grande urgência de demanda. Provocando desse modo, redução de custos, pois segundo o Departamento de Hidrovias Interiores, o custo do transporte hidroviário é até cinco vezes mais baixo que o rodoviário.
Como foi observado, diversas ações podem ser tomadas, para promover o desenvolvimento do estado, porém, é preciso lembrar, que antes de existir a demanda o estado e a união precisam investir em infra-estrutura de transportes, para assim, gerar o desenvolvimento.
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