Thiago Gomes Silva
O mundo cada vez mais está se tornando urbano, as cidades estão cada vez mais populosas e seus problemas mais compartilhados, assim como suas soluções.
A regulamentação do uso do solo tem se mostrado eficiente e econômica para o planejamento dos transportes, em vez de torrar dinheiro construindo viadutos, que transferem congestionamentos para outras regiões.
As cidades têm vários problemas e um deles é o transito, e Manaus não é uma exceção, os transportes são dinâmicos e uma medida não perdurará para sempre. O Brasil é um país pouco privilegiado quanto ao planejamento de suas cidades, quanto a Manaus, uma cidade que tem potencial hidroviário enorme dado pela natureza, porém inutilizado, em vez disso a população obstrui a seções transversais dos igarapés, em países mais racionais a utilização do transporte hidroviário é comum, pois o transporte é de baixo custo, e as vias são naturais.
Até parece que no Brasil e principalmente em Manaus, o transporte ferroviário é coisa do futuro ou coisa de país muito rico, devido a políticas passadas e equivocadas, porém o transporte ferroviário veio antes do rodoviário, que poderia ter sido, e ainda pode ser interessante no Brasil. Hoje com os adventos da Copa do Mundo de 2014, o monotrilho vai parecer uma obra revolucionaria só que já era usado na Europa há muito tempo atrás. Essa mesma política em titular o transporte motorizado individual é danosa para a cidade, pois congestiona as vias.
O solo deve ser normatizado de uma forma de descentralizar as regiões de atração de viagens, trazendo centros de compra para áreas mais afastadas, transformando o acesso antes somente por carros, agora por pedestres das regiões adjacentes. São os estabelecimentos que devem dispor de acessos para seus clientes e não o governo, aliás, é o governo que tem a função de regulamentar o e cobrar pelo uso do solo.
Até quando o governo vai brincar de banco imobiliário? O tempo passa e a vida também, hoje se paga no Brasil impostos altíssimos em troca de coisa de má eficiência e má qualidade e ninguém espera isso com um sorriso aberto. Todo mundo paga remédio para ser curado, e o brasileiro a cada dia paga por um remédio sem obter a cura.
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