quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os processos do Planejamento de Transportes

Vinícius Bianco da Silva

Quando se fala em planejamento muitos acham que é perda de tempo planejar algo para que aconteça no futuro, prova disso somos nós mesmos que dificilmente planejamos ter um filho, comprar uma casa ou um carro, simplesmente muitas vezes surge a necessidade de se ter a casa ou o carro, o filho simplesmente acontece por desleixo, quando não é planejado é claro xD. Mas planejar para nós, brasileiros, pode não ser importante, mas grandes países se utilizam dessa ferramenta para evitar sobretudo os retrabalhos que ocorrem quando não se tem o bendito planejamento. Um exemplo, as torres Petronas em Kuala Lumpur na Malásia, tiveram que ser construídas de forma rápida, pois a cidade fica em uma zona de terremotos e furacões, e mais um pequeno detalhe, é o terceiro edifício mais alto do mundo, ou seja se não fosse feito um excelente planejamento no âmbito da execução do empreendimento, talvez não se conseguisse executar esse gigante projeto. Mas voltando para o planejamento de transportes, qual seria o grande benefício de se planejar os transportes? Não é só colocar os carros, ônibus, motos e pedestres na rua? Aqui mostrarei quais benéficos em se planejar.

O processo de planejamento de transportes parece, a princípio, uma coisa desnecessária, um processo demorado que irá consumir recursos que poderiam ser investidos em outras coisas, mas na verdade o planejamento de transportes é tão importante para o desenvolvimento de uma cidade quanto às redes de saneamento básico e fornecimento de água e luz, ele é vital para o bem-estar do cidadão. Quando se planeja leva-se em conta quatro etapas fundamentais: a geração de viagens, a distribuição de viagens, a repartição modal e a alocação do tráfego na rede de transportes. A geração de viagem mostra o motivo pelo qual os usuários de transporte se movimentam pela cidade, nessa etapa pode-se contabilizar a quantidade de viagens que são feitas e a partir daqui pode-se dimensionar a demanda por transporte. Já a distribuição de viagens mostra para onde as pessoas viajam mais, através da análise da distribuição identificasse quais são os pólos gerados de transporte em uma região e quais regiões necessitam de uma oferta de transporte que se compatibilize com a sua demanda e a partir dessa identificação pensasse na repartição modal, ou seja, como suprir a necessidade de transporte de uma determinada região utilizando diversos meios para que as pessoas tenham diversas opções para se locomover e não dependam exclusivamente de ônibus por exemplo. Aqui pensasse na acessibilidade das zonas. Finalmente procuram-se meios de se fazer a alocação do tráfego na rede de transportes, ou seja, procura-se fazer com que toda aquela nova demanda de transportes se una de forma harmônica com a demanda já existente.

O planejamento é algo que dá trabalho, mas vale muito a pena ter esse trabalho, pois o desenvolvimento de uma região afeta o desenvolvimento de toda a cidade, pois a cidade funciona como um sistema e se uma parte do sistema falha provavelmente todo o sistema falhará.


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