terça-feira, 10 de agosto de 2010

A história do planejamento de transportes

Vinícius Bianco da Silva

Em se tratando de planejamento de transportes muitos podem achar que tal assunto se restringe basicamente aos dias atuais onde o transporte influencia diretamente na vida das pessoas, mas o planejamento de transportes é muito mais antigo do que se possa imaginar. Desde o período das grandes navegações já havia uma preocupação com os transportes e o planejamento podia ser encarado como sendo as rotas de navegação, ou seja, quais rotas seriam as mais seguras para o transporte de determinadas mercadorias, principalmente aquelas que vinham das Índias. Depois do período das navegações, e agora começo a me referir ao Brasil, veio o período em que se passava a ter uma necessidade de desenvolvimento do nosso país, pois até esse momento tudo que era de grande necessidade vinha da Europa sempre por navios. Tendo necessidade de desenvolvimento do país e principalmente passando-se a necessidade de se colonizar o interior é que começaram a surgir os primeiros projetos de estradas, os primeiros estudos de viabilidade de navegação de rios, os primeiros estudos para implantação de ferrovias, aí sim para o Brasil foi a aurora do planejamento de transportes. Com a invenção dos carros, sua popularização e principalmente com os benefícios que os carros deram as pessoas, como por exemplo, percorrer grandes distâncias várias vezes ao dia, surgiu à necessidade de se fazer um planejamento de transportes que visasse à gerência da mobilidade, ou seja, que visasse como as pessoas iriam se mover de um ponto a outro. Nesse período, que gira em torno dos anos 50 surge o modelo quatro etapas que ajuda a melhor se planejar através de quatro etapas que são fundamentais elas são: Geração de viagens, distribuição de viagens, divisão modal e Alocação de viagens.

Passado, mas não esquecido, o modelo quatro etapas, nos anos 60 surge à necessidade de não apenas se planejar os transportes com vista no número de viagens, a partir daqui o planejamento passa a ter como peça chave o uso do solo, ou seja, os pólos geradores de tráfegos passam a ser levados em consideração até porque eram eles que davam origem as quatro etapas do modelo anterior.

Chegam os anos 70 e, claro que aproveitando tudo que se aprendeu nos 20 anos anteriores, passa-se a direcionar as políticas do planejamento para o coletivo, a princípio desencorajando o uso de automóveis para ir ao trabalho e com as secretarias de meio ambiente tendo que incentivar as autoridades através de diferentes abordagens a beneficiarem o transporte coletivo.

A partir dos anos 80 o planejamento passa a visar mais o transporte coletivo. Começam pesquisas sobre sistemas rápidos de locomoção e às primeiras restrições de tráfego começam a ser utilizadas com o objetivo de diminuir a mobilidade em determinados modais para que as pessoas tivessem que utilizar os modais coletivos.

Nota-se que nos anos anteriores não se era levado muito em consideração o conforto ou a qualidade do serviço e sim se os transportes sanariam as necessidades dos usuários a baixos custos.

Pulando direto para o ano 2000 as políticas de planejamento passam a visar às necessidades das pessoas, e com a ajuda dos computadores que processam dados estatísticos com muito mais rapidez e eficiência, o planejamento se torna muito mais preciso. Hoje em dia os custos não são mais a grande preocupação e sim a qualidade de vida dos cidadãos que utiliza os diversos meios de transporte.


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