quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Análise dos fatores que influenciem o dimensionamento de frota no transporte de cargas

Carla dos Santos Souza

Para se fazer um correto dimensionamento da frota de transportes, tanto de carga como de passageiros, o principal fator a ser observado é a compatibilidade entre demanda e oferta. Essa análise evita um dos grandes motivos de desperdício de recursos do setor: os veículos ociosos, ou seja, oferta maior que a demanda.

Infelizmente, pesquisas indicam que o transporte de cargas através de rodovias, apresenta apenas 43% de ocupação em relação a sua capacidade total, portanto, nota-se claramente o desequilíbrio presente no dimensionamento de nossas frotas rodoviárias.

Entretanto, há outros fatores que também exercem influencia e devem ser levados em conta, durante a análise, tais como: número de veículos para a carga solicitada, percurso utilizado entre a origem e destino, peso da carga, estado de conservação das vias, entre outros, que possam ser relevantes para o conhecimento mais detalhado dos componentes desse sistema.

Como foi dito no início do texto, a compatibilização entre demanda e oferta é o primeiro fator a ser analisado, porém, isso só pode ocorrer se anteriormente for feita uma previsão de demanda, tarefa nem sempre de fácil execução, pois tais cargas estão sujeitas as variações da economia, ou mesmo, a uma rápida subida da demanda, quando surge no mercado uma inovação tecnológica. Nesse caso, uma frota reservar ajudaria a atender o mercado em momentos de elevada procura, ou quando reparos precisam ser efetuados nos veículos.

Após a previsão de demanda, observa-se se a quantidade de veículos disponíveis comporta a carga a ser transportada. Dependendo da situação, é possível optar por outro tipo de veículo, ou ainda fazer parcerias com outras empresas transportadoras. Nessas parcerias, são firmados contratos, nem sempre formais, permitindo o empréstimo de veículos para a realização de um determinado serviço, ao final a receita é contabilizada e dividida proporcionalmente aos custos de operação.

O percurso realizado, certamente influencia no tempo de transporte da carga, ou seja, para se gastar o menor tempo possível, uma análise de rotas alternativas é bastante válida, pois o custo pela demora na entrega do produto, é incorporado a seu preço final, tornando-o menos competitivo no mercado. Desse modo, rotas que atravessem grandes centros metropolitanos devem ser evitadas, pois, aumentam os engarrafamentos existentes e influenciam significativamente o tempo do percurso.

O peso da carga é um fator que define o tipo de veículo utilizado,, principalmente se não é possível fracioná-la. Verificar antecipadamente essa importante característica do produto pode inclusive, evitar desperdícios, se o peso da carga for acima da capacidade dos veículos da frota, obrigando a empresa comprometida a alugar veículos maiores, empurrando para baixo o lucro do transporte.

O estado em que se encontram das vias de tráfego, também é outro fator que exerce influencia sobre o tempo do percurso. Se tais vias se encontrarem em péssimo estado de conservação, esse tempo pode ser prolongado e portanto deve ser contabilizado no custo final. Por outro lado, se for o contrário pode-se até reduzir o tempo normal.

De modo geral, a análise dos fatores citados, traz excelentes resultados para as empresas de transporte de carga. Pois, com essa base de dados é possível fazer um melhor dimensionamento da frota, com maior economia de recursos financeiros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário