Orlando Freire Neto
A vontade de se deslocar sempre fez o homem buscar novos caminhos e novas soluções para suas inquietações no que diz respeito ao transporte como um todo. Mas nem sempre essas soluções foram pensadas e planejadas, foram concebidas de maneira precipitada e desatenciosa, transformando o que poderia ser algo simples e eficaz em uma coisa relativamente cara e em alguns pontos desnecessária.
Com o passar dos tempos, observou-se a necessidade de planejamento, buscando não só a economia, mas também a objetividade. Porém, no Brasil, os planos traçados inicialmente eram para cada modo de transporte, individualmente, e muito depois, passou-se a fazer um plano geral para o transporte brasileiro, visando os interesses do mercado brasileiro. Foram criados vários planos para a integração do transporte, no entanto, boa parte deles nunca foi iniciado. O que mais chama a atenção é a grande parte deles exclui a região norte de qualquer planejamento de construção de estradas, não dando a mínima importância para esta região, o que leva a crer que se era esquecida do ponto de vista de transportes, consequentemente também era esquecida dos pontos de vista da educação, saúde, e etc., já que sem transportes não há acessibilidade.
Muitos desses planos criados foram planejados tendo em vista as necessidades da época, tanto do lado político como econômico. Há planos que enfatizavam essencialmente o transporte ferroviário.
Após esse período viu-se a necessidade da criação de rodovias asfaltadas, para o uso em conjunto com as ferrovias, e posteriormente a navegação fluvial também passou a integrar esse sistema, aprimorando-o. Na década de 1920 foi inaugurada a primeira rodovia asfaltada do Brasil, e os populares da época pensavam, que por ser uma marco da engenharia em nosso país, essa rodovia havia sido construída por empresas estrangeiras.
Muitas destas rodovias diminuíram consideravelmente o tempo de viagem de um local para o mesmo destino, apenas pelo fato de ser asfaltada. O presidente Washington Luís, dizia que “era preciso construir estradas para todos os dias do ano e para todas as horas do dia”. E de fato é verdade, porque as pessoas precisam se locomover, precisam de acesso, e se não tem acessibilidade a tendência é se sentirem cada vez mais presas.
Depois de 1940, a história passou a ser diferente: a construção e incentivo da construção de rodovias passou a ser constante, deixando de lado aos poucos as ferrovias. O plano nacional de viação de 1964 definia a localização dos elementos de infraestrutura de transportes, como terminais, por exemplo, para a devida segurança e bem estar do usuário, dando total suporte ao uso pleno uso.
Em 1973 foi aprovado o atual plano de viação, interligando todos os possíveis modais: rodoviários, ferroviários, aquaviários e aeroviários, transformando-os num único sistema e inclusive prevendo manutenções previamente estabelecidas.
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