quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Evolução do planejamento dos transportes

Ferrovia ou Rodovia?



Ernani de Souza Morais Neto
Datam de 1850 as primeiras iniciativas e estudos no âmbito internacional em torno do planejamento dos transportes. No Brasil não foi diferente, até mesmo antes da metade do século XIX já existiam pesquisas e trabalhos relacionados a modelos de transportes e onde deveriam ser implantados, caminhávamos lado a lado com as tendências mundiais, pois o país necessitava de modernizações em sua rede viária, já que na época exercia posição de grande exportador de produtos agrícolas e matérias primas naturais, posição esta ocupada até hoje.
No início do século XX, surgi o invento mais significativo da história dos transportes até então, o automóvel chegou como o divisor de águas das previsões para futuro, porém ele não veio sozinho, trouxe consigo as estradas de rodagens, vias que deveriam ser planejadas e executadas especialmente para eles, não eram como as ferrovias que se desenvolviam sobre grandes traçados retilíneos no meio do nada, seriam necessárias várias delas para atender a nova demanda. Entretanto mesmo com a grande revolução da época, as potencias mundiais continuaram planejando e optando em sua maioria por modelos mais econômicos de transporte, como exemplo o ferroviário. E tudo isso é claro sem esquecer de incluir em seus projetos o desenvolvimento de rodovias bem planejadas, estas que sempre tiveram a seu favor a versatilidade de um transporte porta a porta.
É nesse cenário que ocorre um afastamento da posição do Brasil em relação às políticas internacionais que obtiveram sucesso no gerenciamento dos transportes de seus territórios. No início da década de 30, com o crescimento gradativo da indústria nacional promovido principalmente pelas ações protecionistas do Estado Novo instalado por Getúlio Vargas, várias medidas foram adotadas com o intuito de melhorar o sistema viário do país, esses projetos contemplavam todos os modais, mas priorizavam em sua maioria o modelo rodoviário, prioridade essa já confirmada anos antes durante o governo do presidente Washington Luís.
É difícil apontar com precisão as mudanças que ocorreriam caso a postura desses governantes fossem contrárias e as iniciativas de implantação de uma malha ferroviária ligada a todo Brasil se concretizasse. No entanto é fácil de observar que a falta de infraestrutura para os transportes, seja ela ferroviária,hidroviária ou rodoviária, é a grande barreira para o desenvolvimento sólido do país.

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