sexta-feira, 19 de julho de 2013

Vida de Pedestre

Vida de Pedestre


Manaus possui um sério problema: as calçadas. As calçadas da cidade de modo muito curioso mostram não serem feitas para os pedestres. Mas afinal, se as pessoas não podem usar, quem é que irá fazer isso? Mas a resposta vem logo. As calçadas são feitas para os postes de luz e as placas de sinalização de trânsito, e também para serem usadas como estacionamento pelos carros e motos. É uma situação curiosa e aparentemente não muito complexa de ser resolvida, mas que causa constrangimento e dificuldade para as pessoas que estão se locomovendo a pé.

Os pedestres existem antes dos carros, carroças, motos, caminhões, metrôs e qualquer outro tipo de transporte. E a locomoção a pé existe muito antes de todos esses meios de transporte também, por conseqüência. Mas o fato dos carros terem dominado a cidade de Manaus influencia o poder público de forma a priorizar os veículos a motor e esquecer o resto, incluindo o pedestre.

E quais as soluções para o problema? Seriam coisas de outro mundo, complicadas e inviáveis? Vamos analisar. Um poste de luz no meio de uma calçada. Na grande maioria das situações, existe espaço para que o poste de luz seja colocado mais para o lado. A distância de 50cm faz uma imensa diferença numa calçada, por exemplo. Para efeito de comparação, uma porta de banheiro, onde uma pessoa passa normalmente, possui geralmente 60cm. Deslocar os postes de luz 50cm para o lado é uma solução fácil de se resolver, e que pode ser feita na hora da instalação do poste.

As placas de sinalização de trânsito caem na mesma situação. Elas também podem ser deslocadas para o lado, não ficando no meio das calçadas, que na cidade de Manaus já são geralmente estreitas, e não atrapalhar o pedestre. Além do pedestre, existe outro “tipo” pessoa que sofre ainda mais: o “P.N.E.” (Portador de Necessidades Especiais). Como alguém numa cadeira de rodas pode trafegar numa calçada de 1m de comprimento e com um poste exatamente no meio dela?

Além de deslocar os postes, precisa-se acabar com o uso das calçadas para estacionamento de carros e motos. E nesse caso o “culpado” não é apenas o indivíduo que estaciona seu veículo em cima da calçada, mas também o estabelecimento que está próximo da via. Comércios, escolas, entre outros, precisam possuir um estacionamento próprio e que atenda a necessidade requerida. Caso não tenha, e não possa construir um espaço, não deve receber autorização para abrir. O poder público deve checar o lugar e ver se tem condições ou não de se abrir uma escola, estabelecimento comercial ou qualquer outro tipo de coisa no determinado local.

A solução é difícil? Inviável? Existem fiscais na prefeitura, por exemplo, que podem fazer isso. Existe um órgão que deveria checar esse tipo de coisa. O Implurb, Instituto Municipal de Planejamento Urbano deveria atentar justamente para o “Planejamento Urbano”. Não é uma coisa de outro mundo colocar os postes um pouco mais para o lado, as placas de sinalização também, possuir um estacionamento se você tem um PGT (Polo Gerador de Tráfego) na via. Não é uma coisa sem sentido as calçadas serem feitas para as pessoas. É normal, e é o que deveria acontecer na cidade de Manaus. Resolver é fácil. Pode ser feito antes mesmo de existir o problema. Mas enquanto as calçadas ainda estão assim, como é difícil essa vida de pedestre!

                            Calçada bloqueada por poste e proteção de concreto
                            Av. Efigênio Sales (18.07.2013)
                              Calçada bloqueada por placa de sinalização
                              Av. General Rodrigo Otávio (16.07.13)
                            Calçada sendo usada como estacionamento
                            Av. Maceió (18.07.13)
                            Calçada bloqueada por poste e proteção de concreto
                            Av. Efigênio Sales (18.07.13)
                             Calçada bloqueada por placa de sinalização
                             Av. General Rodrigo Otávio (16.07.13)

Nenhum comentário:

Postar um comentário