Por
que não as bicicletas?
Até 1850 o transporte
era essencialmente a pé em todas as partes do mundo. A partir daí começaram os
primeiros estudos relacionados ao planejamento dos transportes, tanto
internacionalmente como no Brasil. Devido ao trânsito nas cidades, começou-se a
olhar mais atenciosamente para o sistema de transportes e como ele deveria ser
integrado no espaço urbano. Em 1950 essas cidades começam a inflar de
automóveis e o planejamento dos transportes passa a ficar cada vez mais
importante. Junto com os automóveis, no começo dos anos 60, cerca de 30 marcas
de bicicleta começam a ser produzidas no país.
Atualmente, a bicicleta
é vista como uma possibilidade de meio alternativo de transporte a ser adotado
pensando em reduzir o impacto ambiental negativo, preservação do meio ambiente,
redução do tráfego e congestionamento nas grandes cidades e outros. Tanto que no
dia 4 de junho de 2013 o vereador Reizo Castelo Branco deu entrada na câmara
municipal de Manaus em um projeto de lei que visa instituir a bicicleta como
modalidade de transporte regular na cidade, dedicando 5% das vias urbanas para
construção de ciclovias e faixas além de estacionamentos em pontos estratégicos
como shoppings, praças, prédios públicos e outros, visando a redução do impacto
ambiental negativo e melhorar a qualidade de vida da população.
Na cidade de Manaus,
grupos de ciclismo, fundados para pedalar como formas de atividade física
buscam discutir junto ao Implurb alternativas para o uso da bicicleta como meio
de transporte viável na capital amazonense, discussões essas que fazem parte do
"Plano Cicloviário de Manaus". Se colocados em rodas de debate entre
os cidadãos de Manaus, alguns pontos são observados como problemas para a
utilização da bicicleta como meio de transporte na cidade. O forte calor é o
primeiro deles. Mas existem diversas soluções referentes ao problema da
temperatura. Os trabalhadores que utilizariam a bicicleta para ir ao trabalho à
escola, por exemplo, não sairiam de casa num horário de forte calor e sol
intenso, visto que a maioria dos estabelecimentos comerciais e de estudo inicia
as atividades às 7 horas da manhã. Outro ponto é o fato de que acompanhado da
implementação de ciclovias na cidade poderia-se começar um projeto visando
plantar árvores nesses trajetos de ciclovia, a fim de melhorar o clima para o
ciclista. Belém é um exemplo de uma cidade que fica na Região Norte, mas tem
uma sensação térmica muito agradável nas regiões centrais pelo fato de haver
árvores em todos os lugares.
O segundo ponto
trata-se dos perigos de se usar uma bicicleta como meio de transporte. Na área
urbana os motoristas não costumam respeitar as regras e trânsito e são perigos
para eles mesmos. Pior ainda no caso dos que pedalam. Mas a solução desse caso
parte da adequação das ciclovias. Nas grandes vias onde parte delas seria
dedicada às bicicletas, a simples colocação de um meio fio para cercar o espaço
já impediria a invasão dos carros na ciclovia, diminuindo muito a chance de
ocorrência de um acidente. Em Paris foi implantado o Velib há 5 anos, um
sistema de aluguéis de bicicletas nas ruas que impulsionou a cidade causando a
“Revolução das Bicicletas”. Por conta disso toda a estrutura viária da cidade
foi re-planejada e com isso introduziu-se na cidade vias exclusivas e de mão
dupla para bikes, trajetos que cortam e ligam bairros, sinalização, semáforos e
outros.
Ainda somam-se aos
benefícios a questão da diminuição da poluição ambiental devido ao transporte
“verde”, a diminuição do número de carros nas ruas, a melhoria na saúde devido
à atividade física, o incentivo ao esporte ciclismo, podendo-se trazer
inclusive os grandes ciclistas do nosso país (Murilo Fischer, Rafael Andriato)
para incentivar o uso da bicicleta. E com todos os benefícios e as condições
que são criadas para o uso, que tal as bicicletas?
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