quinta-feira, 18 de julho de 2013

Por que não as bicicletas?


Por que não as bicicletas?

Até 1850 o transporte era essencialmente a pé em todas as partes do mundo. A partir daí começaram os primeiros estudos relacionados ao planejamento dos transportes, tanto internacionalmente como no Brasil. Devido ao trânsito nas cidades, começou-se a olhar mais atenciosamente para o sistema de transportes e como ele deveria ser integrado no espaço urbano. Em 1950 essas cidades começam a inflar de automóveis e o planejamento dos transportes passa a ficar cada vez mais importante. Junto com os automóveis, no começo dos anos 60, cerca de 30 marcas de bicicleta começam a ser produzidas no país.

Atualmente, a bicicleta é vista como uma possibilidade de meio alternativo de transporte a ser adotado pensando em reduzir o impacto ambiental negativo, preservação do meio ambiente, redução do tráfego e congestionamento nas grandes cidades e outros. Tanto que no dia 4 de junho de 2013 o vereador Reizo Castelo Branco deu entrada na câmara municipal de Manaus em um projeto de lei que visa instituir a bicicleta como modalidade de transporte regular na cidade, dedicando 5% das vias urbanas para construção de ciclovias e faixas além de estacionamentos em pontos estratégicos como shoppings, praças, prédios públicos e outros, visando a redução do impacto ambiental negativo e melhorar a qualidade de vida da população.

Na cidade de Manaus, grupos de ciclismo, fundados para pedalar como formas de atividade física buscam discutir junto ao Implurb alternativas para o uso da bicicleta como meio de transporte viável na capital amazonense, discussões essas que fazem parte do "Plano Cicloviário de Manaus". Se colocados em rodas de debate entre os cidadãos de Manaus, alguns pontos são observados como problemas para a utilização da bicicleta como meio de transporte na cidade. O forte calor é o primeiro deles. Mas existem diversas soluções referentes ao problema da temperatura. Os trabalhadores que utilizariam a bicicleta para ir ao trabalho à escola, por exemplo, não sairiam de casa num horário de forte calor e sol intenso, visto que a maioria dos estabelecimentos comerciais e de estudo inicia as atividades às 7 horas da manhã. Outro ponto é o fato de que acompanhado da implementação de ciclovias na cidade poderia-se começar um projeto visando plantar árvores nesses trajetos de ciclovia, a fim de melhorar o clima para o ciclista. Belém é um exemplo de uma cidade que fica na Região Norte, mas tem uma sensação térmica muito agradável nas regiões centrais pelo fato de haver árvores em todos os lugares.

O segundo ponto trata-se dos perigos de se usar uma bicicleta como meio de transporte. Na área urbana os motoristas não costumam respeitar as regras e trânsito e são perigos para eles mesmos. Pior ainda no caso dos que pedalam. Mas a solução desse caso parte da adequação das ciclovias. Nas grandes vias onde parte delas seria dedicada às bicicletas, a simples colocação de um meio fio para cercar o espaço já impediria a invasão dos carros na ciclovia, diminuindo muito a chance de ocorrência de um acidente. Em Paris foi implantado o Velib há 5 anos, um sistema de aluguéis de bicicletas nas ruas que impulsionou a cidade causando a “Revolução das Bicicletas”. Por conta disso toda a estrutura viária da cidade foi re-planejada e com isso introduziu-se na cidade vias exclusivas e de mão dupla para bikes, trajetos que cortam e ligam bairros, sinalização, semáforos e outros.

Ainda somam-se aos benefícios a questão da diminuição da poluição ambiental devido ao transporte “verde”, a diminuição do número de carros nas ruas, a melhoria na saúde devido à atividade física, o incentivo ao esporte ciclismo, podendo-se trazer inclusive os grandes ciclistas do nosso país (Murilo Fischer, Rafael Andriato) para incentivar o uso da bicicleta. E com todos os benefícios e as condições que são criadas para o uso, que tal as bicicletas?

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