O
termo mobilidade ganhou notoriedade graças aos transtornos gerados por
congestionamentos cada vez mais frequentes, principalmente em uma sociedade que
prioriza o uso do transporte individual em detrimento do transporte público
coletivo. Já que a mobilidade designa o trânsito de tudo que se movimenta
dentro das cidades, dependendo de fatores de cunho público, privado, coletivo,
individual e socioeconômico.
As primeiras ações de planejamento
dos transportes na cidade de Manaus ocorreram durante o ciclo da borracha, onde
se implantou linhas de bonde primeiramente movidas à tração animal e
posteriormente movidos à energia elétrica no início do século XX, que na época
era uma intervenção a altura do desenvolvimento da cidade. Essas linhas de
bonde atendiam a região central até a Ponte dos Bilhares na antiga Avenida João
Coelho.
Segundo historiadores, o declínio do
uso de bondes começou após a I Guerra Mundial, que impediu a importação do
material utilizado no sistema. Outro fator que influenciou a decadência desse
meio de transporte foi que apesar de ser um meio de transporte barato ele não
rendia muito as concessionárias, impossibilitando ampliações e modernizações.
Por fim o alto custo da energia elétrica
na cidade de Manaus acabou por inviabilizar o uso dos bondes no início da
década de 50.
Somente na década de 90 voltaram a
discutir ações de planejamento dos transportes na cidade de Manaus, quando
então na época construíram aquele que seria o primeiro viaduto da cidade. No
início dos anos 2000 foi implantado em Manaus o BRS, chamado de Expresso,
inspirado no sistema de Curitiba, porém não se realizaram estudos técnicos suficientes
para viabilizar a implantação do sistema. Com isso o Expresso não vingou e
acabou sendo alvo de críticas da opinião pública.
Segundo o Denatran nos últimos 10
anos (2003 – 2013) o número de veículos na cidade de Manaus aumentou 164%
enquanto segundo o IBGE a população de Manaus cresceu 28%. A infraestrutura
viária da cidade não é compatível com o número de veículos trafegando, para
“amenizar” os transtornos causados pela saturação das vias os governos
construíram inúmeras intervenções viárias (viadutos, complexos viários e
passagens subterrâneas) que custaram fábulas de dinheiro e apenas transferiram
o gargalo para outro lugar.
Observou-se que se realizou na
cidade de Manaus intervenções que não solucionaram o problema do trânsito, e
sim amenizou ou transferiu para outros pontos a problemática. É de se notar que
nada foi realizado para estimular meios de transportes alternativos e melhorar
a trafegabilidade dos veículos.
Porém a nova administração da cidade
de Manaus está dando atenção para o planejamento dos transportes, já foi
informado que começará em breve a construção da ciclovia Boulevard-Ponta Negra
que terá mais de 14km de extensão, a revitalização das avenidas Djalma Batista
e Constantino Nery, que terão calçadas padronizadas ao longo de toda sua
extensão, o recapeamento de mais de 64km de vias em toda a cidade, a construção
de baias de estacionamento em praças públicas, construção de recuos de paradas
de ônibus e a implantação do BRS, só que agora sendo feito um projeto técnico
de viabilidade.
Esperamos que as propostas de
mobilidade urbana da nova gestão municipal ajudem a resolver os problemas de
trânsito na nossa cidade, porém precisa de paciência da população, visto que,
para fazer melhorias propostas pela prefeitura os transtornos causados por
essas intervenções impactarão de forma direta no dia a dia da cidade.
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