quinta-feira, 18 de julho de 2013

A evolução do estudo do planejamento dos transportes na cidade de Manaus

               A concepção do planejamento dos transportes na cidade de Manaus data do início do século XX, época do ciclo da borracha. Como em grande parte do país, com o passar dos anos e a evolução econômica e produtiva da cidade, surgia a necessidade de evolução da infraestrutura de transportes acompanharem esse surto econômico. De fato, o paralelismo se fez ausente principalmente entre duas vertentes: necessidade de mobilidade e expansão urbana.
            A ideia de que é necessário implementar um meio de transporte com bom grau de eficiência é antiga. No ciclo da borracha, época mais importante da histórica econômica e social do Brasil, o bonde era a tração animal e a novidade nas grandes cidades do mundo era o bonde elétrico. A instalação do bonde elétrico foi possível devido ao pioneirismo de Manaus na introdução da eletricidade como forma de iluminação pública no Brasil.
            O gasto com energia elétrica e a pouca rentabilidade à concessionária tornaram o uso do bonde inviável. No Brasil, historicamente, a concentração dos esforços para a melhoria da malha rodoviária em detrimento dos outros modais se tornou notável. Em Manaus, a situação foi similar com o segundo surto econômico, dessa vez provocado pela Zona Franca, e a decorrente expansão horizontal da cidade.
            A Zona Franca por sua vez, foi propulsora de grande incremento populacional e econômico a partir da década de 70. Com isso, houveram melhorias na infraestrutura fluvial, e a construção do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, hoje o terceiro do Brasil em movimentação de cargas. Porém, a mobilidade no interior da cidade ficou cada vez mais limitada uma vez que os migrantes da outras regiões do país tendiam a ocupar zonas periféricas, o planejamento urbano não supria a demanda e o mesmo era feito de maneira incipiente.
            A década de 80 e o seu baixo crescimento econômico fez estagnar a situação do país em geral, principalmente em relação a qualquer investimento em infraestrutura. Diante disso, em Manaus, a carência de qualidade no transporte público coletivo e o insucesso de programas recentes de viação, como o Expresso de Manaus que não contou com a adaptação das principais vias da cidade, fomentaram consideravelmente a venda de veículos automotores de maneira desproporcional ao crescimento da infraestrutura.
A solução para este insucesso recente vem desde a necessidade de estudos técnicos detalhados feitos tanto pelo interessado, no caso a administração pública na figura da prefeitura ou do governo do Estado, quanto pelo financiador, no caso o BNDES, que deveria ser mais criterioso na alocação desses recursos públicos a fim de evitar prejuízos a níveis milionários.

Como alternativa atualmente, projetos da administração atual como o Ciclofaixa e o Faixa Liberada tem aumentado o número de ciclistas na cidade. A ideia tem se difundido através de panfletos e utilização dos principais meios de comunicação, como rádio e televisão, porém faltando um direcionamento maior para a concepção da bicicleta como meio de transporte e não apenas como práticas de exercícios.

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