O
transporte coletivo pressupõe o atendimento da necessidade de deslocamento de
trabalhadores e pessoas em geral, englobando assim aspectos econômicos e de
mobilidade urbana. Dessa maneira, atua como suporte para o desenvolvimento da
atividade econômica e provê o bem estar da população, quando funcionando de
maneira eficiente. Em Manaus, desde o final
do século XIX, é possível observar, através de leis aprovadas nessa época, a
preocupação do poder público em suprir a capital com serviços de locomoção
urbana.
Os
primeiros transportes coletivos, implantados em 1896, foram às locomotivas de
tração a vapor, que atuaram de forma temporária. Somente nos anos finais do
século XIX, ocorreu a implementação dos bondes elétricos, que era considerado o
meio de transporte mais moderno a época. Porém havia dificuldades para
instituir o sistema de bondes, como a construção e amplificação das linhas de
tráfego, devido a disposição espacial da cidade. Como não atendia toda a
demanda necessária, a população se mostrava insatisfeita, o que gerava certo
desconforto político. Mesmo com os impasses, em 1897 já existiam 16 km de linhas, com
16 bondes para o transporte de cargas e 10 bondes para o transporte de pessoas.
Em 1913, o sistema de bondes elétricos começou a decair junto com o declínio do
mercado da borracha. Logo após a Segunda Guerra Mundial, a utilização dos transportes
de bondes diminuiu ainda mais, por motivos econômicos e pela insuficiência na
produção de energia elétrica.
Com o declínio dos bondes elétricos na cidade de Manaus, iniciaram os
primeiros serviços de transporte de ônibus. Mesmo com a decadência dos bondes,
os dois concorriam entre si, com o transporte de bondes mais voltados para as
áreas centrais e o ônibus atendendo as demandas das áreas periféricas. Apesar
dos problemas dos bondes, os seus serviços funcionaram até 1957, onde foram
finalizados em contraposição aos habitantes, pois eram considerados mais
econômicos que os ônibus. A partir de então, o ônibus passou a ser o principal
meio de transporte coletivo até os dias de hoje.
Apesar do transporte público na capital ser essencialmente baseado no
uso do ônibus, o mesmo não deixou de ser alvo do descontentamento da população.
O sistema não tem capacidade para transportar a demanda necessária,
apresentando problemas de superlotação, atrasos, imprevisibilidade e até
paralisação de viagens por problemas mecânicos devido à falta de manutenção da
frota.
Além disso, a tarifa elevada do sistema não condiz com o serviço
prestado aos usuários. Situação essa que tem gerado discussões, reclamações, e
até protestos por parte da população objetivando a diminuição no valor da
tarifa e a melhoria do serviço.
Outras soluções de transporte coletivo têm sido propostas para Manaus,
como o Monotrilho e o Bus Rapid Transit (BRT), contudo nenhuma das alternativas
até o momento se mostrou técnica e economicamente favoráveis por não promover a
integração do sistema como um todo.
Portanto, é possível perceber que, apesar de
inicialmente planejado, o transporte coletivo da capital tem sido sempre
incapaz de atender as necessidades de seus usuários. A falta de planejamento
encarece muito a prestação de serviço e o torna ineficiente. Tornando assim
muito difícil a situação daqueles que dependem do transporte coletivo e
desencorajando o seu uso em frente ao transporte individual.
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