quinta-feira, 18 de julho de 2013

A evolução do serviço de transporte coletivo em Manaus


O transporte coletivo pressupõe o atendimento da necessidade de deslocamento de trabalhadores e pessoas em geral, englobando assim aspectos econômicos e de mobilidade urbana. Dessa maneira, atua como suporte para o desenvolvimento da atividade econômica e provê o bem estar da população, quando funcionando de maneira eficiente. Em Manaus, desde o final do século XIX, é possível observar, através de leis aprovadas nessa época, a preocupação do poder público em suprir a capital com serviços de locomoção urbana.
   Os primeiros transportes coletivos, implantados em 1896, foram às locomotivas de tração a vapor, que atuaram de forma temporária. Somente nos anos finais do século XIX, ocorreu a implementação dos bondes elétricos, que era considerado o meio de transporte mais moderno a época. Porém havia dificuldades para instituir o sistema de bondes, como a construção e amplificação das linhas de tráfego, devido a disposição espacial da cidade. Como não atendia toda a demanda necessária, a população se mostrava insatisfeita, o que gerava certo desconforto político. Mesmo com os impasses, em 1897 já existiam 16 km de linhas, com 16 bondes para o transporte de cargas e 10 bondes para o transporte de pessoas. Em 1913, o sistema de bondes elétricos começou a decair junto com o declínio do mercado da borracha. Logo após a Segunda Guerra Mundial, a utilização dos transportes de bondes diminuiu ainda mais, por motivos econômicos e pela insuficiência na produção de energia elétrica.
  Com o declínio dos bondes elétricos na cidade de Manaus, iniciaram os primeiros serviços de transporte de ônibus. Mesmo com a decadência dos bondes, os dois concorriam entre si, com o transporte de bondes mais voltados para as áreas centrais e o ônibus atendendo as demandas das áreas periféricas. Apesar dos problemas dos bondes, os seus serviços funcionaram até 1957, onde foram finalizados em contraposição aos habitantes, pois eram considerados mais econômicos que os ônibus. A partir de então, o ônibus passou a ser o principal meio de transporte coletivo até os dias de hoje.
   Apesar do transporte público na capital ser essencialmente baseado no uso do ônibus, o mesmo não deixou de ser alvo do descontentamento da população. O sistema não tem capacidade para transportar a demanda necessária, apresentando problemas de superlotação, atrasos, imprevisibilidade e até paralisação de viagens por problemas mecânicos devido à falta de manutenção da frota.
  Além disso, a tarifa elevada do sistema não condiz com o serviço prestado aos usuários. Situação essa que tem gerado discussões, reclamações, e até protestos por parte da população objetivando a diminuição no valor da tarifa e a melhoria do serviço.
  Outras soluções de transporte coletivo têm sido propostas para Manaus, como o Monotrilho e o Bus Rapid Transit (BRT), contudo nenhuma das alternativas até o momento se mostrou técnica e economicamente favoráveis por não promover a integração do sistema como um todo.
        Portanto, é possível perceber que, apesar de inicialmente planejado, o transporte coletivo da capital tem sido sempre incapaz de atender as necessidades de seus usuários. A falta de planejamento encarece muito a prestação de serviço e o torna ineficiente. Tornando assim muito difícil a situação daqueles que dependem do transporte coletivo e desencorajando o seu uso em frente ao transporte individual.

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