quinta-feira, 18 de julho de 2013

Quando Entram as bicicletas?

E Quando Entram As Bicicletas?

Em 1822 iniciaram-se alguns pensamentos e tentativas de organizar o novo sistema de transportes do país que acabara de surgir com a independência, resultando numa lei de 1828 que regulava competências dos governos (Imperial, Provincial e Municipal) a proverem navegação nos rios, construir estradas e etc.

Após isso, o sistema de transportes brasileiro foi evoluindo com criações de estradas (como a União-Indústria em 1861 e a Filadélfia-Santa Clara em 1857) e de planos de viação para um desenvolvimento desse sistema de transportes (como o plano Rabelo para construção de 3 estradas reais, em 1838 e o Plano Moraes de 1869 que trazia um esboço das vias navegáveis do país).

Em 1911 foi criado o único órgão central para o planejamento de transportes nacional, a inspetoria Federal de Estradas, visando fiscalizar todos os serviços de construção de vias rodoviárias e ferroviárias. Assim, os anos e décadas foram passando-se e a importância de ter estradas de rodagem e ferrovias no país foi crescendo, até em 1957 o desenvolvimento rodoviário ser impulsionado pela implantação de uma indústria automobilística por JK.

A partir dos anos 60 surgem os grandes planos viários acompanhando o desenvolvimento da indústria automobilística e também as primeiras fábricas de bicicletas no país. Surgem cerca de 50 fábricas desse meio de transporte sustentável, porém no início dos anos 70 o mercado é dominado por apenas 2 gigantes: Caloi e Monark. Em 1973, ao mesmo tempo em que é concebido o atual Plano Nacional Viário, as 2 grandes fábricas de bicicleta intensificam sua produção. Uma importante empresa automobilística, a Peugeot, também tenta começar a produzir o produto, porém sem sucesso.

A Caloi Norte entra no Polo Industrial de Manaus em 1975 e as bicicletas começam a ser produzidas em Manaus. Enquanto no Rio de Janeiro criam-se grupos de Mountain Bike, na capital do Amazonas não existe incentivo e nem um grande número de pessoas utilizando a bicicleta. Porém, a Zona Franca permite que a fábrica continue na região para produzir.

Nos anos 90 o público do sudeste vê Mauro Ribeiro, um ciclista paranaense tornar-se profissional e vencer uma etapa do Tour de France, mais importante prova ciclística do mundo. Isso aumenta o número de pessoas que praticavam o ciclismo por lazer, e agora, por esporte na região.

Em Manaus, devido ao aumento do número de carros e congestionamento na cidade, procuram-se alternativas de meios de transporte sustentáveis e saudáveis, e a bicicleta surge como opção. Desde 2010, um grupo de ciclistas (Pedala Manaus) se reúne para praticar o ciclismo como atividade de lazer. Neste mesmo ano é inaugurada uma ciclofaixa na Ponta Negra.

No ano de 2013, o vereador Reizo Castelo Branco deu entrada num projeto de lei para destinar 5% de todas as vias para ciclovias e ciclofaixas, como tentativa de colocar de vez a bicicleta como modalidade de transporte na cidade. Atualmente, para atender as cerca de 27mil pessoas (Pedala Manaus) que utilizam a bike como meio de transporte, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano discute com os ciclistas do Pedala Manaus, alternativas para a implantar faixas para as bikes em toda a cidade.

O Centro Histórico da cidade recebeu uma ciclofaixa inaugurada no dia 17 de março e mais recentemente, no dia 03 de julho a prefeitura de Manaus divulgou notícia da construção de uma ciclovia de 14,6km indo do Boulevard à Ponta Negra, provando que talvez uma das alternativas para os problemas de trânsito da cidade de Manaus seja o uso da bicicleta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário