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Quando Entram As Bicicletas?
Em 1822 iniciaram-se
alguns pensamentos e tentativas de organizar o novo sistema de transportes do
país que acabara de surgir com a independência, resultando numa lei de 1828 que
regulava competências dos governos (Imperial, Provincial e Municipal) a
proverem navegação nos rios, construir estradas e etc.
Após isso, o sistema de
transportes brasileiro foi evoluindo com criações de estradas (como a
União-Indústria em 1861 e a Filadélfia-Santa Clara em 1857) e de planos de
viação para um desenvolvimento desse sistema de transportes (como o plano
Rabelo para construção de 3 estradas reais, em 1838 e o Plano Moraes de 1869
que trazia um esboço das vias navegáveis do país).
Em 1911 foi criado o
único órgão central para o planejamento de transportes nacional, a inspetoria
Federal de Estradas, visando fiscalizar todos os serviços de construção de vias
rodoviárias e ferroviárias. Assim, os anos e décadas foram passando-se e a
importância de ter estradas de rodagem e ferrovias no país foi crescendo, até
em 1957 o desenvolvimento rodoviário ser impulsionado pela implantação de uma
indústria automobilística por JK.
A partir dos anos 60
surgem os grandes planos viários acompanhando o desenvolvimento da indústria
automobilística e também as primeiras fábricas de bicicletas no país. Surgem
cerca de 50 fábricas desse meio de transporte sustentável, porém no início dos
anos 70 o mercado é dominado por apenas 2 gigantes: Caloi e Monark. Em 1973, ao
mesmo tempo em que é concebido o atual Plano Nacional Viário, as 2 grandes
fábricas de bicicleta intensificam sua produção. Uma importante empresa
automobilística, a Peugeot, também tenta começar a produzir o produto, porém
sem sucesso.
A Caloi Norte entra no Polo
Industrial de Manaus em 1975 e as bicicletas começam a ser produzidas em
Manaus. Enquanto no Rio de Janeiro criam-se grupos de Mountain Bike, na capital
do Amazonas não existe incentivo e nem um grande número de pessoas utilizando a
bicicleta. Porém, a Zona Franca permite que a fábrica continue na região para
produzir.
Nos anos 90 o público
do sudeste vê Mauro Ribeiro, um ciclista paranaense tornar-se profissional e
vencer uma etapa do Tour de France, mais importante prova ciclística do mundo.
Isso aumenta o número de pessoas que praticavam o ciclismo por lazer, e agora,
por esporte na região.
Em Manaus, devido ao
aumento do número de carros e congestionamento na cidade, procuram-se
alternativas de meios de transporte sustentáveis e saudáveis, e a bicicleta
surge como opção. Desde 2010, um grupo de ciclistas (Pedala Manaus) se reúne
para praticar o ciclismo como atividade de lazer. Neste mesmo ano é inaugurada
uma ciclofaixa na Ponta Negra.
No ano de 2013, o
vereador Reizo Castelo Branco deu entrada num projeto de lei para destinar 5%
de todas as vias para ciclovias e ciclofaixas, como tentativa de colocar de vez
a bicicleta como modalidade de transporte na cidade. Atualmente, para atender
as cerca de 27mil pessoas (Pedala Manaus) que utilizam a bike como meio de
transporte, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano discute com os
ciclistas do Pedala Manaus, alternativas para a implantar faixas para as bikes
em toda a cidade.
O Centro Histórico da
cidade recebeu uma ciclofaixa inaugurada no dia 17 de março e mais
recentemente, no dia 03 de julho a prefeitura de Manaus divulgou notícia da
construção de uma ciclovia de 14,6km indo do Boulevard à Ponta Negra, provando
que talvez uma das alternativas para os problemas de trânsito da cidade de
Manaus seja o uso da bicicleta.
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